por onde andará a rima
que rasgou a carne viva
e outrora era sofrida
impaciente, entorpecida?
será preciso que a tinta
seja fel em tua língua
pra que possas declamar
sinceramente tua escrita?
não
se o foi já não é mais
hoje verso à alegria
ao sorriso da menina
verso sem olhar pra trás
nessa luz tranquilizante
de estrela
nos olhares eloquentes
dela mesma
sinto a vida novamente
pertinente
instigante
verdadeira
não é jogo nem pressão
cada passo com cuidado
cada toque com a mão
é desejo e é sincero
cada beijo que acelera o coração
andam juntas, enfim
a alegria e a rima
e nessa métrica caótica
mixada, indefinida
o que importa é o conteúdo
a essência das palavras
e o sentido disso tudo
é você, estrela linda
Kal “sorriso bobo” Mesquita