Ouviram dos pilantras as gargalhadas
E o povo acomodado, inoperante
Caminha a passos lentos pro futuro
Sem brilho de uma pátria agonizante
Fé, temor, desigualdade
Insistimos em chamar falta de sorte
Corrupção, atrocidades
Desde o dia de nascer até a morte
Ó palhaçada
Escancarada
Salve! Salve!
Brasil, um sonho tenso, mal vivido
Sem amor e esperança, convalesce
Se houvesse uma saída pro suplício
Em Brasília arquivariam como desse
Farsante sorridente em tua mesa
Se elege e não mais quer largar o osso
Que futuro esperar desta maneira?
Terra roubada
O homem vil
Levou o Brasil
À marmelada
E o filho esperto se mudou assim que viu
Pataquada
Brasil
Estado vegetante em leito extenso
Apático, inerte, coma profundo
Suturas e remendos sem remédio
Descontrolado, permanece imundo
Nos passam a perna, mas ainda
Teus risonhos filhos suportam as dores
Nos cutucam nas feridas
Mas a fé nos promete mais amores
Ó palhaçada
Escancarada
Salve! Salve!
Brasil, de acordos sujos em sigilo
O larápio ostenta carros importados
Intriga o verde sujo desta flâmula
Nosso fardo enraizado no passado
Mas se credes na justiça, boa sorte
Verás que o juiz vendeu tua culpa
E ninguém se importarás com a tua morte
Terra roubada
O homem vil
Levou o Brasil
À marmelada
E o filho esperto se mudou assim que viu
Pataquada
Brasil