A Minha Voz

30 maio, 2008

Hino Nacional Brasileiro – Versão 2008

Filed under: A Voz — kal @ 7:12 pm

Ouviram dos pilantras as gargalhadas
E o povo acomodado, inoperante
Caminha a passos lentos pro futuro
Sem brilho de uma pátria agonizante

Fé, temor, desigualdade
Insistimos em chamar falta de sorte
Corrupção, atrocidades
Desde o dia de nascer até a morte

Ó palhaçada
Escancarada
Salve! Salve!

Brasil, um sonho tenso, mal vivido
Sem amor e esperança, convalesce
Se houvesse uma saída pro suplício
Em Brasília arquivariam como desse

Farsante sorridente em tua mesa
Se elege e não mais quer largar o osso
Que futuro esperar desta maneira?

Terra roubada
O homem vil
Levou o Brasil
À marmelada
E o filho esperto se mudou assim que viu
Pataquada
Brasil

Estado vegetante em leito extenso
Apático, inerte, coma profundo
Suturas e remendos sem remédio
Descontrolado, permanece imundo

Nos passam a perna, mas ainda
Teus risonhos filhos suportam as dores
Nos cutucam nas feridas
Mas a fé nos promete mais amores

Ó palhaçada
Escancarada
Salve! Salve!

Brasil, de acordos sujos em sigilo
O larápio ostenta carros importados
Intriga o verde sujo desta flâmula
Nosso fardo enraizado no passado

Mas se credes na justiça, boa sorte
Verás que o juiz vendeu tua culpa
E ninguém se importarás com a tua morte

Terra roubada
O homem vil
Levou o Brasil
À marmelada
E o filho esperto se mudou assim que viu
Pataquada
Brasil

26 novembro, 2007

25.11.07

Filed under: A Voz — kal @ 12:41 am

como a lua quer o sol
lado a lado
como o peixe no anzol
capturado
a verdade e a certeza
claramente
não escondes a alegria
tão latente
como a chuva que alivia
refrescante
como que apaga o fogo
sufocante
que te molha e traz conforto
como beijo
enlouquece nas alturas
de desejo
que esquece do relógio
apressado
e só ouve o coração
acelerado
no nascer do novo dia
um gemido
muitas juras de amor
no pé do ouvido
o amor que faz a noite
trovejar
tendo só por testemunhas
céu e mar

23 novembro, 2007

Estrela III

Filed under: A Voz — kal @ 7:01 pm

que amor é esse
que ama feito louco
e sempre quer
ficar mais um pouco

onde quer que seja
sentimento perfeito
linda estrela
não importa o lugar
a carrega no peito
onde quer que vá

a doçura da menina
descoberta
renovação da vida
que liberta
amor nosso de cada dia
essa luz de estrela-guia
esse desejo louco
pouco a pouco
desconserta

a voz já não se cala
grita em alto e bom tom
diz ao mundo como é bom
ouvir alegria novamente
sinceramente
em tua fala

6 novembro, 2007

Versos alheios – Black Alien

Filed under: Citações — kal @ 6:04 pm

Babylon by Gus

Minha voz é um instrumento
Que dá sustento
Ao microfone, espírito
Dos novos tempos
O sentimento
O mar a velho vento
Prá navegar na Babilônia
De asfalto e cimento
Infelizmente eu só lamento
Sem agradecimento
Dos filhos deste solo
As Mãe gentil
Black Alien
É seu rebento…

Por favor doutor
Deixe eu mostrar
Meu documento
Do começo ao fim
Do fim ao começo
Da juventude à infância
O geriatra
A adolescência ao berço
E eu me lembro
Não mal’agradeço
Por você até
O último degrau eu desço
De dezembro a dezembro
Cantando ragga murffin
Num minuto de silêncio
Sem documento e lenço
E com o poder da oração
Com a mão no terço
Ou não é pouco
Mas de coração
É o que te ofereço…

[Refrão]
Babylon by Gus
O fogo da vela me dá luz
Com a caneta e o papel
Erradico pus
A caneta e o papel
Irradio luz
Babylon by Gus
Meus amigos
São os mesmos
Eles fazem jus
A justiça dos homens
Perdeu um ônibus
Babylon by Gus
Babylon by Gus…

Através da escrita
E do canto
De guerra ou de alento
Eu sigo em frente
E atravesso o tempo
Genuíno no meu hino
Desde menino
Ninguém fica ao relento
No meu testamento
As vezes falo muito
Me empolgo, dislumbro
As vezes não me considero
Parte desse mundo
Logo vislumbro
Que qualquer aposta eu cubro
E qualquer pergunta
Que não goste
A resposta vem ao cubo
Se esquiva
Quando a alma desarquiva
Mágoa de gente nociva
E perde a calma
E a esportiva
Atropela que nem locomotiva
Sangra a gengiva
Energia negativa
Bateu na trave e lhe causou
A Síndrome Respiratória
Aguda, grave
Aí ficou esquisito
Definiu atrito
Tiroteio, correria e grito
No ano do macaco
Até o infinito…

[Refrão]

Eu fiquei muito bolado
O moleque tava ali
Bem do meu lado
A uns dois metros de distância
Não resistiu
Morreu na ambulância
Então o carro em fuga na madruga
E ele tá com uma etiqueta
No dedão do pé
Deitado dentro da gaveta
A verdade no fim
Sempre prevalece
A Lírica Bereta
Não quer mais saber
De treta, nem de estresse
Na fé de
D – E – U – S
Chorei muito, fiquei triste
Mas quando tô muito bolado
Ponho dedo médio em riste
A moral em concordata
Tirar foto é fácil
Quero ver
Quem se retrata
Você prá mim
É persona non grata
Uma decisão
Numa situação limite
Salvou a vida
De Gustavo De Nikiti
Naquela hora
Que mudou meu futuro
Que é presente agora
Uma nova lei vigora
Amanhã será uma nova aurora…

[Refrão]

Jah Jah chamô!!!
E Ele sabe que eu vô…(4x)

2 novembro, 2007

Sonho Lúcido

Filed under: A Voz — kal @ 11:40 pm

Parou e viu que o tempo era curto

Olhou para o céu novamente

Viveu o momento como se fosse o único

Viveu mais que intensamente

Sonho lúcido

 

Extrair o máximo de cada segundo
Entregar corpo, alma e mente
Fazer de cada momento o único
Simplesmente sentir o que sente
Sonho lúcido

 

E nada te faça mudar o seu rumo
E nada te impeça de seguir em frente
E todo momento pra ti seja único
Em êxtase, fututo e presente
Sonho lúcido

 

Na letra, na voz, a verdade

Sonho lúcido

Inteira, completa, feliz

Sonho lúcido

Que não se acabe

O desejo, a vontade

Sonho lúcido


Que escreve e agradece por tudo

Que apenas sorri sinceramente

Sorriso de lado, safado

Sonho lúcido

1 novembro, 2007

Manifesto.47

Filed under: A Voz — kal @ 2:10 am

Que vem de dentro chama acesa

Reparte o pão, mãos dadas ou não

Levanta a cabeça ou pede perdão

Põe as cartas na mesa

 

Humanidade por natureza

Pretos, brancos, pardos, irmãos

União é a palavra com certeza

Queiram eles, infames, ou não

 

E então passa na dois

Quem se acomoda não cola comigo

Não rola, cai fora, vai perder

Sempre, agora e depois

 

Qu’inda arde por dentro chama acesa

Onde estão, heróis da revolução

Acostumados demais com a cena

Envelhecendo em frente à televisão

 

É uma pena, morreram eles então

Quem não luta, vegeta, hiberna

Tá fazendo hora extra na terra

Tá vivendo a porra da vida em vão

 

Humanidade por natureza

Pretos, brancos, pardos, irmãos

União é a palavra com certeza

Queiram eles, infames, ou não

18 outubro, 2007

Estrela II

Filed under: A Voz — kal @ 3:12 am

por onde andará a rima

que rasgou a carne viva

e outrora era sofrida

impaciente, entorpecida?

 

será preciso que a tinta

seja fel em tua língua

pra que possas declamar

sinceramente tua escrita?

 

não

 

se o foi já não é mais

hoje verso à alegria

ao sorriso da menina

verso sem olhar pra trás

 

nessa luz tranquilizante

de estrela

nos olhares eloquentes

dela mesma

sinto a vida novamente

pertinente

instigante

verdadeira

 

não é jogo nem pressão

cada passo com cuidado

cada toque com a mão

é desejo e é sincero

cada beijo que acelera o coração

 

andam juntas, enfim

a alegria e a rima

e nessa métrica caótica

mixada, indefinida

o que importa é o conteúdo

a essência das palavras

e o sentido disso tudo

é você, estrela linda

 

Kal “sorriso bobo” Mesquita

5 outubro, 2007

a voz de volta

Filed under: A Voz — kal @ 2:17 am

sabedoria aprendida

ou excesso de cautela

fica estranho assim

um pé atrás pra mim

um pé atrás pra ela

palavras escondidas

versos desconfiados enfim

já há trancas nas janelas

e nas portas, outrossim

pelo passo do compasso

e do difícil embaraço

olho a olho fica assim

meio copo complicado

empatia de repente

coração enferrujado

tanta história pela frente

mas parece emperrado

não é feio nem errado

ir com calma minha gente

se o nosso outro passo

seja assim, enfim, em frente

24 setembro, 2007

Estrela

Filed under: A Voz — kal @ 1:01 am

Um dia ele viu uma estrela a brilhar e pensou

De onde vem essa luz que nunca se apagou

E que apesar do pesares e do tempo passado

Inda mora um sorriso naquele rosto cansado


Por detrás da rotina é preciso ver cor

E se não está na paisagem, que esteja em você

A batalha é mais fácil se você perceber

Que no campo de guerra nasceu uma flor


Tudo que se esconde por derás de uma rima

Não é visível aos olhos mas é sentido no peito

E quando a vida não mais parece ter jeito

Procure tua estrela olhando pra cima

10 setembro, 2007

Primavera, Verão

Filed under: A Voz — kal @ 1:31 am

ninguém aguenta mais o som da mesma tecla

repeteco de novela mexicana de uma década

primavera já levou a melodia adiante

se repetem as estações

mas já não muda consoante

já fostes feita de flores a primavera de um dia

hoje fere com espinhos, és estranhamente fria

primavera já levou a melodia adiante

se repetem as estações

verão não muda consoante

se não fosse pelo sol, verão teria se apagado

na jornada esquecido, sem primavera ao lado

mas primavera já levou a melodia adiante

se repetem as estações

verão não muda consoante

verão eterno arde no peito

e nessa dança de estações

em que intercala emoções

se pergunta, vai ter jeito?

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